O universo de um jeito que você nunca viu...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

E se espécie humana desaparecesse ?


Reportagem retirada da Revista Super Interessante, de data indeterminada. Tópico copiado da comunidade Flamengo (Oficial).

Saiu na revista Superinteressante deste mês uma página intitulada: "E se a espécie humana desaparecesse do planeta"? Para quem não tem a oportunidade de lê-la, aqui segue o texto:
.
Após 4 a 20 anos, os animais domésticos voltariam ao estado selvagem.
Esse período representa entre 2 e 10 gerações de espécies como cães, porcos e bois. Ser selvagem está na genética destes animais, mas isto é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam inclusive mudanças anatômicas. Cães se tornariam mais parecidos com lobos e voltariam a viver em matilhas, e porcos assumiriam aspecto similar a javalis.
.
Após 20 anos, o trecho urbano do Rio Tietê estaria 100% limpo.
Sem lixo químico e dejetos produzidos pelos humanos sendo despejado continuamente no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o Tietê otimizaria seu processo - constante mas ineficaz na atualidade - de auto-limpeza. Em apenas 20 anos, estaria tão limpo quanto era antes de os portugueses chegarem ao Brasil.
.
Após 70 anos, a camada de ozônio estaria sem buraco algum.
Para sua recuperação total, bastaria simplesmente o fim completo da emissão de gases como o CFC e o amoníaco.
.
Após 300 anos, a temperatura global começaria a cair.
O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na mesma hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7ºC (prevê-se que ela subirá até 5ºC até o fim deste século)

Após 1000 anos, nossas construções apodreceriam até desaparecer por completo.
Sem a devida manutenção, o concreto de um prédio começa a apresentar rachaduras e fissuras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se esvaindo em ferrugem, a estrutura desmoronaria. E em mais 500, tudo viraria pó.

Após 5000 anos, a mata atlântica engoliria São Paulo.
Depois do desaparecimento das construções e do colapso da estrutura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem reocupar o terreno que outrora dominavam.

Após milhões de anos, o petróleo seria farto novamente.
O processo de decomposição natural que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento e nossa demanda por ele alta demais. Com o fim da extração, as reservas de petróleo levaria de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do Século XIX, antes da exploração maciça.

O mais interessante de tudo é constatar como a natureza iniciaria sua recuperação logo após nossa extinção. Coisas que hoje consomem milhões em dinheiro e nunca ninguém consegue resolver a vários e vários anos, como o caso da despoluição do Rio Tietê, a natureza faria de graça em apenas 2 décadas, menos tempo do que a maioria de nós está vivo.

Somos comprovadamente a grande doença do planeta.
E, como toda doença, deve e precisa ser curada.

Mas agora aqui vai a minha opnião:
Na fonte onde eu vi isso muitas pessoas disseram que a humanidade deveria se extinguir por completo para deixarmos o planeta em "paz".

A religião diz que nós seríamos o centro da criação, então qual a lógica da vida em si continuar se nós formos extintos ? A ciência diz que a vida evoluiu de alguma colônia de protozoários que chegou aqui de carona com algum asteróide na época do bombardeamento, mas por que chegamos ao topo da cadeia alimentar ? Será que a inteligência que é a nossa vantagem evolutiva que durante tanto tempo cuidou de nós agora vai nos detruir ?

Agora parem pra pensar, se aconteceu a mesma coisa em Marte ou em outro planeta rochosa do Sistema Solar ? Vai que Marte tem alguma civilização perdida? Com técnologias superiores a nossa.

Outro ponto, se nós desaparecessimos, uma outra espécie evoluíria a ponto de se tornar inteligente e dominar o mundo ? Ela deixaria a ambição e ganâncias dominá-la assim como nós fomos dominados por esses sentimentos ?

Mas agora acho melhor eu parar de escrever, esse "pequeno" trecho já faz qualquer um refletir bastante. Quem se interessar no assunto e quiser trocar idéia só entrar em contato comigo, vou adorar discutir essas coisas. Abraços

Detalhes da imagem: Ponte 25 de Abril, em Portugal, que liga as cidades de Lisboa à cidade de Almeda. A imagem retrata a ponte 300 anos depois do desaparecimento do homem.

Obrigado pela atenção!!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cretinismo, a doença do Peter Pan


Essa doença me chamou muito a atenção, então resolvi fazer uma matéria sobre ela. Sem muito o que dizer, aí vai:

O Cretinismo é uma deficiência mental provocada por Hipotireodismo congênito.

Durante o desenvolvimento do recém-nascido a ausência da tiroxina, um dos hormônios da tireóide, impede o amadurecimento cerebral normal. Na maior parte das vezes é decorrência de um defeito na formação da glândula, mas pode ser devido a uma deficiência enzimática em um dos passos no processo de síntese do hormônio. A incidência da doença é em torno de 1:3000 nascimentos. A identificação da doença se faz pelo teste do pezinho, processo de triagem neonatal, a partir de uma gota de sangue retirada do calcanhar da criança. Não apresenta sinais nos primeiros meses de vida, o que torna o processo de triagem fundamental para a prevenção de uma deficiência mental.

Um recém-nascido sem glândula tireóide pode ter aparência e função normais, isso porque foi suprido com certa quantidade de tiroxina pela mãe enquanto no útero. Contudo, algumas semanas após o nascimento, se o caso não for descoberto e tratado com urgência, este bebê possivelmente começará a apresentar lentidão nos movimentos, retardo do crescimento físico e deficiência no desenvolvimento mental.

Detalhes da imagem: Essa é Maria Audenete, a "garota" que me incentivou a fazer a matéria.
O detalhe é que ela sofre da doença e tem 28 anos. Como ela mora numa roça muito "crocada" e os pais dela não tinham informação nem meios nenhum de chegarem a um médico eles foram deixando de lado e isso o que aconteceu

Obrigado pela atenção!!!

domingo, 31 de maio de 2009

Nerds são melhores na cama, diz estudo


Pessoal, essa matéria é pra diminuir um pouco esse preconceito que ronda o mundo NERD. Só porque o cara gosta de um quadrinho, um video-game, ficção-científica e afins não quer dizer que ele seja ruim nos quisitos sociais/sexuais. Acredito eu que essa superioridade deve ser devido aos conhecimentos biológicos/químicos. Enfim, leiam logo a matéria.


SÃO PAULO – Um estudo realizado na Inglaterra mostra que os profissionais da área de TI são os mais preocupados com o parceiro na hora do sexo.
A pesquisa, realizada pelo site PS3PriceCompare, perguntou a 2084 homens e mulheres (56% do sexo masculino e 44%, feminino) segmentados em sua profissões algumas questões relacionadas a sua rotina sexual. Quando perguntados se consideravam as necessidades do seu parceiro acima das suas, 82% dos “IT workers” responderam que sim, contra 74% dos segundos colocados, os trabalhadores de escritórios, e 41% que trabalham com esporte e fitness – últimos colocados.

Quando perguntado "Você utiliza regularmente brinquedos sexuais com seu parceiro?", os campeões foram novamente a turma dos analistas, desenvolvedores, webdesigners etc. Oito em cada dez trabalhadores do setor tecnológico disseram que os “gadgets” para fins sexuais têm papel importante nas suas relações. Os esportistas novamente foram os menos adeptos e esse tipo de criatividade – apenas três em dez utilizam algum tipo de artifício.
Se na qualidade do relacionamento, os nerds dão um banho em outros profissionais, a quantidade já não é tão espetacular. Apenas 38% dos trabalhadores de TI disseram ter relações sexuais três ou mais vezes por semana. Essa frequência foi dita por mais da metade dos trabalhadores de escritório e e por 47% dos profissionais do esporte. Empresários ficaram na lanterna – apenas 21% diz fazer sexo três ou mais vezes por semana.
Comentário sobre a imagem: Não passa de um preconceito!
Obrigado pela atenção!!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Três galáxias lutam em um cabo de guerra cósmico


Há uns 100 milhões de anos luz de distância, na constelação de peixes, três galáxias estão brincando de cabo de guerra. O jogo pode levar, até mesmo, à fusão delas em apenas uma enorme entidade.

Uma nova imagem do telescópio Hubble, da NASA, permite que os astrônomos vejam o movimento de gases de galáxia para galáxia, revelando as intrincadas relações entre elas.

As três galáxias fotografadas- NGC 7173, NGC 7174 e NGC 7176- São parte do Grupo Compacto de Hickson. O nome vem de Paul Hickson astrônomo que catalogou as galáxias nos anos 80.

As galáxias NGC 7173 e NGC 7176 são galáxias normais, em formato elíptico, sem muito gás e poeira.

Em contraste, NGC 7174 é uma galáxia em formato espiral, quase independente. Uma força gravitacional muito forte entre as três galáxias fez com que algumas estrelas fossem "jogadas" de seu lugar habitual, em suas galáxias "natais".

Essas estrelas agora estão espalhadaspelo complexo, formando um sinuoso componente luminoso nas extremidades do grupo de galáxias.

Ultimamente, os astrônomos têm teorizado que as estrelas perdidas de NGC 7174 formaram uma gigante ilha, cem vezes maior do que a nossa Via Láctea.

OBS: No caso de possíveis dúvidas, leiam o post "Canibalismo Galático".

Detalhes da imagem: Foto tirada das três galáxias pelo telescópio Hubble.


Obrigado pela atenção!!!

Homo Floresiensis, outra espécie humana

Ao princípio achava-se que era um menino de três anos. Mas um exame mais detalhado dos restos frágeis, que não estão fossilizados e têm a consistência de papel molhado secando, revelou que os pequenos e frágeis ossos, encontrados em uma gruta da ilha de Flores na Indonésia, correspondiam a um adulto totalmente desenvolvido, de um metro de altura.



Comparação de crânios de um Homo floresiensis e um Homo sapiens.

Seria um humano moderno que não cresceu por desnutrição ou por alguma doença? Não. Os ossos pareciam primitivos, e outros restos achados, sugeriam que esse esqueleto não era a exceção senão a regra em toda uma população de pequenos seres que viveram nessa ilha remota. Haviam descoberto um novo tipo de humano.


Gruta em Liang Bua (gruta fresca). Lugar onde viveu o Hobbit.

O pequeno parente do homem, apelidada de Hobbit como a raça fictícia de Tolkien, viveu há 18 mil anos, em uma época em que os humanos modernos já tinham iniciado sua expansão por todo mundo. No entanto, parece mais uma versão em miniatura de nossos antepassados de 1,8 milhões de anos do outro extremo da Ásia. Um mundo perdido onde liliputianos sobreviventes conviviam com animais já extintos no resto do mundo, lagartos enormes e ratos gigantes.

A nova espécie o Homo Floresiensis, é considerada a descoberta mais importante e enigmática de sua classe na história recente. A altura estimada de um Homo floresiensis adulto, é muito menor que a altura média adulta de todas as populações humanas modernas fisicamente menores, tais como os pigmeus africanos, 1,37 m em média.

Não estamos sós no planeta, nem sequer somos a única espécie humana.

Eu estou longe de ser ateu, podem ter certeza, mas minha natureza contestadora é mais forte que eu, então vou deixar minha única pergunta: Onde a bíblia entra nisso ?

Obrigado pela atenção!!!

domingo, 10 de maio de 2009

Buracos de minhoca-"Viagem no tempo, ficção ou realidade científica ?"


Depois de ontem ter visto Star Trek, um filme híper famoso de ficção científica, me animei de fazer esse post que queria fazer a tempos. Quem entender um pouquinho esse post verá que viagem no tempo talvez não seja algo impossível. Embora tenha demorado muito tempo pra fazê-lo, ele ficou híper simples, pois excluí muita coisa. Um dos próximos post será sobre uma teoria que estou estudando, aí ampliarei os buracos de minhoca.

Em física, um buraco de verme ou buraco de minhoca, é um objeto totalmente teórico, mas não inexistente, de atalhos pelo espaço-tempo. Um buraco de verme possui ao menos duas "bocas" as quais são conectadas a uma única "garganta" ou tubo. Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode "viajar" de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência nenhuma desses objetos, sua existência é possível pelas leis da Relatividade de Einstein.

O termo buraco de verme (wormhole em inglês) foi criado pelo físico teórico estadunidense John Wheeler em 1957. Todavia, a idéia dos buracos de verme já havia sido inventada em 1921 pelo matemático alemão Hermann Weyl em conexão com sua análise da massa em termos da energia do campo eletromagnético.

O nome "buraco de verme" vem de uma analogia usada para explicar o fenômeno. Da mesma forma que um verme que perambula pela casca de uma maçã poderia pegar um atalho para o lado oposto da casca da fruta abrindo caminho através do miolo, em vez de mover-se por toda a superfície até lá, um viajante que passasse por um buraco de verme pegaria um atalho para o lado oposto do universo através de um túnel topologicamente incomum.

Buracos de verme intra-universos conectam um local em um universo a outro local do mesmo universo (no mesmo tempo presente ou não presente). Um buraco de verme deverá ser capaz de conectar locais distantes no universo criando um atalho através do espaço-tempo, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz levaria para transitar pelo espaço normal. Buracos de verme inter-universos conectam um universo a outro. Isto dá margem à especulação de que tais buracos de verme poderiam ser usados para viajar de um universo paralelo para outro. Um buraco de verme que conecta universos (geralmente fechados) é frequentemente denominado como worm hole de Schwarzschild(Isso é claro, se a teoria do multiverso for verdadeira, q qual que diz que vários universos existem). Outra aplicação de um buraco de verme poderia ser a viagem no tempo. Neste caso, é um atalho de um ponto no espaço-tempo para outro.

Sabe-se que buracos de verme (lorentzianos) não são excluídos do arcabouço da relatividade geral, mas a plausabilidade física destas soluções é incerta. Também não se sabe se uma teoria degravitação quântica, que juntasse a relatividade geral com amecânica quântica, ainda permitiria a existência deles. A maioria das soluções conhecidas da relatividade geral que permitiriam buracos de verme transponíveis exigem a existência de matéria exótica
, uma substância teórica que possui densidade de energia negativa. Todavia, não foi matematicamente provado que isto é um requisito absoluto para buracos de verme transponíveis, nem foi estabelecido que a matéria exótica não possa existir.

Mesmo se alguém encontrasse um buraco de verme e viajasse através dele, os cientistas não têm certeza sobre como isso afetaria o indivíduo. Alguns acreditam que um buraco de verme não se manteria estável por tempo suficiente para permitir a travessia. E existem teorias que sugerem que mesmo que ele permaneça estável, o viajante seria alterado de formas indeterminadas e poderia experimentar danos ao coração ou cérebro, e possivelmente até a morte.


Detalhes da imagem:Se um observador desejasse ir de um ponto A até o ponto B ele faria um percursso extremamente longo, que foi representado como a seta vermelha. Mas, se ele passase pelo wormhole, ele percorreria um percurso bem menor, que está representado como a sea amarela.

Obrigado pela atenção!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A busca pela vida cada vez mais iminente.



Pessoal, eu ainda não sei como os conservadores, religiosos, ignorantes e outras coisas ruins ainda não acreditam em vida alienígena, nem que seja bacteriana. Eu confesso que acreditar com convicção, de fato, é híper complicado, principalmente por fatores religiosos, mas ignorar assim sem ao menos especular e refletir já é sacanagem.
O cosmos é um lugar hípergigante, que cresce e fica maior a cada momento e sua velocidade de crescimento aumenta a cada vez que ele se expande, logo, se ele não para de expandir-se, então ele se expande cada vez mais rápido a cada momento. (Vide posts futuros)
Em média a uns 14 anos atrás, até os cientistas duvidavam dos exoplanetas, (Vide posts passados) e então depois da descoberta do primeiro já descubriram 340 planetas que não orbitam o Sol(Sabendo que o universo observável tem aproximadamente 70 septilhões de estrelas). Acho meio inevitável só o Sol no meio de 70 septilhões de estrelas ter planetas orbitando-o, seria especial demais.
E a cada dia nos aproximamos mais de achar um planeta semelhante ao nosso, após isso pensaremos no maior dos problemas; em como chegar lá.

Aí vai a matéria:

Cientistas anunciaram, nesta terça-feira, a descoberta do planeta mais leve já encontrado fora de um sistema solar até então. O planeta "E", achado no sistema Gliese 581, tem um pouco menos do que o dobro da massa da Terra e teria condições de abrigar vida, já que poderia ter grandes quantidades de água, informou a AP.

Cerca de 350 exoplanetas - planetas que não orbitam um sol - já foram detectados por satélites. No entanto, estão muito perto ou muito longe de um sol, fazendo com que sejam muito quentes ou muito frios.

O tamanho de um planeta é fundamental para que haja alguma chance de abrigar vida. Planetas grandes são mais propensos conter muitos gases. Os menores do que a Terra são muito difíceis de serem detectados.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3716367-EI301,00-Cientistas+localizam+o+menor+exoplaneta+ja+descoberto.html


Detalhes da imagem:Concepção artística da estrela Gliese 581, que já pode ser considerada um sistema planetário. Além do planeta"E" já foram encontrados mais dois planetas orbitando-a.


Obrigado pela atenção!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Eta Carinae, seus últimos suspiros de vida..


Pessoal, essa estrela é uma das minhas preferidas. Se estivesse com um de seus pólos virados pra Terra e se ela tivesse explodido a 7500 anos atrás, eu não estaria escrevendo esse texto e você também não estaria lendo. Ficou curioso ? Leia a matéria então...

Eta Carinae, (na constelação da Quilha, ou "Carina", em latim), está a 7500 anos-luz daTerra. Uma estrela vísivel no Hemisfério Sul (incluindo Brasil), mas não no Hemisfério Norte (incluindo Portugal). De tamanho muito grande (100 a 150 vezes a massa do Sol), seu aspecto mais marcante é a variação de seu brilho em várias ordens de magnitude.
(Antes de continuar, quanto menor a magnitude mais visível é o corpo celeste. Por exemplo; O Sol tem magnitude -27, a lua cheia tem -18, enquanto Sírius tem -1,46, a estrela Vega tem magnitude 0, essas estrelinhas que você vê tem magnitude de 6-7 e por aí vai...)

Durante os registros da história Eta Carinae variou muito seu brilho.Quando foi pela primeira vez catalogada em 1677 por Edmond Halley, era uma estrela de magnitude 4, mas mais tarde ficou mais brilhante, atingindo o brilho de Sírius (Estrela mas brilhante do céu), apesar da sua enorme distância. Depois disso (entre 1900 e 1940), a magnitude era apenas de 8. Em 2002, tinha magnitude 5, tendo de repente e surpreendentemente dobrado o seu brilho entre 1998 e 1999.

A natureza de Eta Carinae é desconhecida, tudo indica ser um sistema binário de estrelas muito próximas. A estrela de menor diâmetro é a mais quente (30 000 °C) e a outra com o triplo do diâmetro é mais fria (15 000 °C), mas duas vezes mais brilhante. Esse sistema está envolto por uma densa nuvem de gases e poeira que forma uma nebulosa 400 vezes mais extensa que o Sistema Solar, conhecida como nebulosa de Eta Carinae (NGC3372). A perda de luminosidade deve-se, possivelmente, a uma consequência da aproximação máxima entre as duas estrelas, o periastro (ponto da órbita de um corpo celeste ou de uma nave espacial em que ele se encontra mais próximo do astro em torno do qual gravita.), altura em que a estrela menor encobre quase metade da maior. A diminuição de brilho é equivalente a 20 vezes o do Sol, mas brilhando como 4 a 5 milhões de sóis. O período de rotação das estrelas (uma em relação à outra) é de 5,5 anos.

O que torna Eta Carinae especial é o seu brilho muito instável e de forma extremamente rápida, devido à poeira e o encobrimento da estrela maior pela menor, ao contrário das outras estrelas visíveis a partir da Terra. Em 1830, brilhava tanto como Sírius(a estrela mais brilhante). Atualmente, só é visível em locais muito escuros, sendo o seu brilho muito baixo; há 40 anos atrás até era necessário um telescópio para a poder observar.

O astrônomo brasileiro Augusto Damineli, professor do IAG-USP, é um dos que afirmam que a estrela é uma variável pois a cada cinco anos e meio, segundo ele, acontece uma redução no seu brilho, já outros astrônomos não aceitavam essa teoria, no entanto em 1997, ocorreu uma nova redução do brilho, o fenômeno foi confirmado. Em 2003, graças aos registros de mais de 50 especialistas apoiados nas observações através de telescópios terrestres e em órbita , finalmente confirmou-se tratar-se mesmo de mais uma estrela variável do tipo SDOR - Estrelas de alta luminosidade binária, com variações entre 1 a 7 magnitudes, associadas e envoltas em material em expansão próprio das nebulosas.

Estrelas muito grandes como Eta Carinae esgotam seu combustível muito rapidamente devido à sua desproporcionalmente alta luminosidade. Espera-se que Eta Carinae possa explodir como uma supernova ou hipernova dentro de algum tempo nos próximos milhões de anos.

O núcleo de Eta Carinae desmoronará diretamente em um buraco negro e dois jatos extremamente energéticos de plasma são emitidos de seus pólos rotatórios na velocidade próxima a da luz (99.999...% a velocidade da luz.). Esses jatos emitem raios gama intensos e são uma explicação para os estouros de raio gama (Explosões vindas dos confins do espaço detectáveis pelos telescópios espaciais)

Detalhes da Imagem: Eta Carinae em seus últimos suspiros de vida. Detalhe que essa foto é de como ela era a 7.500 anos atrás. Para estrelas massivas como ela 7500 anos é um tempo muito significativo. ( Já que estrelas massivas de mais "vivem muito pouco")Possívelmente ela já explodiu

Obrigado pela atenção!!!

terça-feira, 24 de março de 2009

Canibalismo galático


Pessoal, antes dessa matéria, tenho de falar de um fenômeno que acontece no universo que é lento porém muito frequente, é o chamado; canibalismo galático.
Bem, as leis da gravidade são claras, corpos maciços atraem corpos maciços, e que se sabe até hoje não existe corpos mais massivos que as galáxias, ou seja galáxias são muito maciças, e geram muito campo gravitacional.
Galáxias se agrupam assim como as estrelas, são os chamados grupos locais. Aproveitando o tópico conjunto de estrelas na verdade se chaman aglomerados e não constelações.
O grupo local em que nossa galáxia se encontra é dotado de 30 galáxias, sendo que somente uma é maior que a nossa que é a famosa galáxia de Andrômeda (Vísivel a olho nú). As duas estão se atraindo gravitacionalmente, elas se aproximam numa velocidade de 400 mil KM/H e a distância que as separa é de cerca de 3 milhões de anos-luz e daqui cerca de 3,5 bilhões de anos elas se fundiram transformando-se em uma galáxia maior. As duas estão num tipo de "dança cósmica", girando num centro comum de massa. Aproveitando o tópico de novo, é errado dizer que os planetas giram ao redor do Sol, que a Lua gira ao redor da Terra e tudo mais, todos giram num centro comum de massa.
As galáxias iriam interagir gravitacionalmente até que seus núcleos se fundissem, só que quem leu minha matéria sobre buracos negros viu que nos núcleos das galáxias existem buracos negros super-maciços, aí a dúvida de muita gente, "O que aconteceria se dois buracos negros se esbarrassem por aí ?" Bem, todo mundo estudou com a Tia Maricota lá na escolinha Coelho Sábido que a Via Láctea é espiral e Andrômeda também, aqueles "braços" são chamados de caudas gravitacionais e é ali que nós nos encontramos fazendo uma volta no núcleo da galáxia a cada 250 milhões de anos. Mal íamos sentir os efeitos da galáxia colidindo, afinal estamos a 50 mil anos luz da centro da galáxia, moramos numa "periferia galática", e é no centro onde toda a treta iria rolar pois a física diz que corpos grandes e maciços tendem a ir pro meio e lá onde estão as estrelas maciças e onde estam os buracos negros. Depois da fusão dos núcleos os dois buracos negros ficariam no centro da galáxia engolindo matéria, depois quando tiverem engolindo matéria suficiente eles iriam se unir e fazer uma desgrama gigante, coisa de bilhões de vezes a massa do Sol. Uma observação importante é que a nossa Via Láctea irá se fundir com duas galáxias menores nesse tempo
Bem o necessário e básico está aí, agora vejam a matéria:

Telescópio captura imagem de duas galáxias antes de colisão

O impacto dos dois aglomerados deu origem à galáxia NGC 6240
Galáxia NGC 6240

O telescópio Spitzer, da Nasa, capturou, no último domingo, a imagem de duas galáxias momentos antes de elas colidirem. O impacto dos dois aglomerados deu origem à galáxia NGC 6240, que está localizada a uma distância 400 milhões de anos-luz da Terra.

De acordo com a agência espacial norte-americana, a NGC 6240 já está expelindo luz infravermelha, o que, de acordo com a Nasa, significa que a galáxia está em processo de formação.

"Uma das coisas mais excitantes sobre este fato é que está imagem é única", afirmou Stephanie Bush, integrante do centro de astrofísica da Universidade de Harvard.

Dois objetos girando num centro comum de massa

Imagem em Infravermelho do núcleo da Via Lactea Captada pelo Telescópio espacial Spitzer

Galáxia Andrômeda.


Detalhes da primeira imagem: Imagem tirada pelos telescópios espaciasi Chandra X-Ray, Spitzer e Hubble de um canibalismo galático

OBS:Não pus imagem da Via Láctea pois não tem como tirar a foto da sua casa sem sair de dentro dela

Obrigado pela atenção!!!


domingo, 8 de março de 2009

Júpiter, o senhor gigante.


Bem pessoal, em primeiro lugar peço desculpas por ficar tanto tempo sem postar nada afinal meu tempo está escasso.
Mas enfim, hoje vou falar de Júpiter, meu planeta favorito.
Essa imensa bola de gás é constituída principalmente por hidrogênio e hélio, os elementos mais leves e abundante do universo.
Seu núcleo provavelmente é formado por hidrogênio metálico envolto por um oceano constituído principalmente de hidrogênio e hélio, sua atmosfera é constituída principalmente de hidrogênio, hélio, amônia e vapor d'água.
Foi observado por Galileo Galileu em 1610 depois da invenção da luneta. Seu sistema de satélites naturais é constituído de 63 luas, sendo as 4 principais: Ganímedes, Europa, Calisto e Io, as 4 luas galilelianas.

http://members.wri.com/jeffb/vistapro/io-jupiter.jpg

Concepção artística de como veríamos Júpiter olhando de Io, seu satélite natural

Seu sistema de anéis não é tão complexo quanto os de Saturno.
Em 1979 as duas sondas Voyager descobriram um halo de poeira muito fino, que vai de 100 a 122 mil km do centro de Júpiter e um sistema de três anéis. O anel principal tem cerca de 6 mil km de espessura e se estende de 122 a 129 mil km do centro do planeta, englobando a órbita de duas luas, Adrastéa e Metis, (que são as fontes de partículas do anel). Dados recentes da sonda Galileo revelaram que um segundo anel muito tênue trata-se, a rigor, de um anel interno e outro externo, e ambos se estendem de 129.200 a 224.900 km do centro do planeta. Por ser somento constituído de poeira ele é imperceptível a olho nú.

Anéis de Júpiter


Se Júpiter fosse oco, dentro dele caberiam todos os outros planetas ou mais de 1.300 mundos iguais ao nosso. Se fosse chato como um disco, seriam necessários quase doze diâmetros da Terra para cobri-lo de ponta a ponta( Afinal seu diâmetro equatorial é de142.984 de KM). Ele orbita o Sol a ~800.000.000 (Oitocentos milhões) de quilômetros. Sua translação demora quase doze anos e um dia quase 10 horas. Sua rotação produz correntes elétricas são geradas na camada de hidrogênio metálico. A eletricidade produz um poderoso campo magnético, 14 vezes mais intenso que o terrestre e que se estende para além de Saturno, mas é invertido em relação ao nosso. Lá, a agulha de uma bússola trava rapidamente sem oscilações, e onde indicar o Norte, não tenha dúvida, é o Sul. Uma pessoa pesando 70 KG aqui, pesaria 160 em Júpiter.
Muitos insistem em dizer que Júpiter por pouco não seria uma estrela, e é mais ou menos isso, pois se ele tivesse cem vezes mais massa teria pressão atmosférica e temperatura suficientes pra iniciar a fusão termonucleare assim virar uma estrela.

http://www.softpedia.com/screenshots/Jupiter-the-God-Father-Planet-Screensaver_1.png
Júpiter em comparação com a Terra.

Outro ponto interessante sobre Júpiter é a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade que há 300 anos não se dissipa, pois Júpiter não tem atrito de uma superfície sólida (Nem isso ele tem) para acabar com a tempestade. Trata-se de um anticiclone de 25.000 KM de diâmetro (Nosso planeta tem 12.000 KM de diâmetro) e 12.000 KM de altura.O topo da tempestade (cristas das nuvens) distanciam-se em altura aproximadamente 8 km das nuvens circundantes. Nas bordas da Grande Mancha Vermelha os ventos chegam a 600 KM/h (Os ventos mais fortes já vistos na Terra são de 280KM/h, em Netuno os ventos tem 2000 KM/h e em alguns planetas fora do Sistema Solar eles chegam a 20.000 KM/h). Ela leva 10 dias para dar uma volta em torno de si mesma (Rotação). A abundãncia de gases é tamanha que a chuva nessa tempestade é totalmente diversificada. Experiências laboratoriais parecem relacionar a sua cor vermelha com a existência de moléculas orgãnicas complexas ou com a presença de fósforo vermelho aspirado pelas correntes de gás em movimento na atmosfera. Júpiter emite mais energia do que recebe do Sol, isso significa que ele tem alguma fonte interna de calor e energia. As tempestades que conhecemos dependem de água pra se formarem mas não há água em Júpiter, é provável que o que alimenta essa tempestade colossal é um vulcão atmosférico, enquanto o gás tenta escapar ele cria um vórtice, mas, é só uma teoria. Outro ponto que ninguém consegue explicar é o porque que a Grande Mancha Vermelha não se movimenta, estruturas menores vem e vão, em volta dela são áreas totalmente turbulentas e instáveis, mas ela sempre está ali, sem mover-se. Os trovões na Grande Mancha Vermelha são 4 vezes mais altos do que aqui na Terra pois o som viaja cerca de 5000 KM/h em Júpiter. A chuva cai com o dobro da velocidade do que aqui. A separação que atrai a carga positiva pra cima das nuvens e a negativa pra baixo é mais eficiente porque a chuva cai com o dobro da velocidade. As nuvens de Júpiter não se movem todas pro mesmo lado como aqui, cada uma toma seu rumo, é muito foda as nuvens de Júpiter se movimentando.



Ficheiro:Great Red Spot From Voyager 1.jpg
Grande Mancha Vermelha


Outro ponto crucial sobre Júpiter é que ele nos protege de ameaças vindas do espaço exterior. Cometas e asteróides vindos do Sistema Solar exterior e do Cinturão de Kuiper (Pra quem não sabe é um cinturão de asteróides que circula o Sistema Solar) são atraídos por Júpiter que não os deixa entrar no sistema Solar interior (órbitas de Marte, Terra, Vênus e Mercúrio), por exemplo: Um asteróide qualquer está vindo do Cinturão de Kuiper, quando ele passa perto de Júpiter o asteróide é atraído por ele sendo aprisionado no seu campo gravitacional e fica longe do nosso planetinha frágil, talvez devemos nossa evolução à ele. Resumindo, ele age como um imã cósmico. A maior prova do poder de Júpiter se deu em Julho de 1994, quando o asteróide Shoemaker-Levi 9 entrou em rota de colisão com Júpiter. Quando chegou perto a gravidade Júpiter o fragmentou em 21 pedaços (Podem ter tido mais ). a uma velocidade de 60 KM/s, ou seja a uma velocidade supersônica, devido a isso criou-se uma onde de choque tão sinistra que ejetou nuvens de materia e uma bola de fogo que se estendeu a 3000 KM de altura para o espaço (Sendo que a gravidade de Júpiter é maior, se fosse na Terra talvez fosse até mais longe. Agora pensem, o que aconteceria se ele entrasse em rota de colisão com a Terra ? Seria um envento comparável à extinção dos dinossaurs que liberaria energia comparável a 20X o arsenal atômico da Terra (Sendo que nosso arsenal atômico dá pra explodir 10 de nosso planeta). Mas meus amigos, tudo na vida tem um lado ruim, do mesmo jeito que ele pega asteróides ele também arremessa asteróides na nossa direção a uma velocidade de 50 KM/s e nada impede que algum venha em nossa direção.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/71/Shoemaker-Levy_9_on_1994-05-17.png/800px-Shoemaker-Levy_9_on_1994-05-17.png
Shoemaker-Levi 9

Explorar Júpiter não seria uma tarefa fácil, onde pousar uma nave em algum lugar que não se tem areia, rochas ou qualquer lugar sólido ? Só nuvens, nuvens e nuvens. Pra podermos explora-los teríamos que usar balões. Para balões funcionarem legal em Júpiter teríamos que usar algo mais leve que hidrogênio, mas o que é mais leve que o hidrogênio ? Todos sabem que o gás quando é aquecido fica mais leve logo conclui-se que; Para explorar Júpiter teríamos que usar hidrogênio aquecido, mas todos sabem que aquecer hidrogênio não dá muito certo pois ele é totalmente inflamável, aí...
C A B U M!
Uma sonda que não estou me lembrando qual é, penetrou na atmosfera de Júpiter, uma hora depois ela simplismente foi esmagada instantâneamente com sua incrível pressão atmosférica 3.000.000 de vezes mais forte do que a pressão atmosférica do nível do mar, ou seja, aonde nós vivemos.

http://www.cosmographica.com/gallery/portfolio2007/content/bin/images/large/347_JupiterMeteor.jpg
Concepção artística de como é Júpiter por dentro.

http://br.geocities.com/ielcinis/planetas2/Jupiter_art3.jpg
Concepção artística de como é outra região de Júpiter olhando de dentro dele mesmo.

Curiosidade: Júpiter pode não ser o ponto mais brilhante olhando a olho nú mas é o maior ,(Exceto a Lua, claro) devido à isso os cientistas acham que ele era a "estrela de Belém" que prientou os três reis magos até o menino Jesus.

http://wolfpangloss.files.wordpress.com/2008/05/jupiterspots_hst.jpg
Outra imagem da Grande Mancha Vermelha, não está mais nítida, mas dá pra ter mais noção.

Detalhes da primeira Imagem: Júpiter, sempre bonito e imponente

Obrigado pela atenção!!!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Quasares, os corpos celestes que são parceiros dos buracos negros.


Bem povo, ontem postei os sobre os buracos negros, sua estrutura, funcionamento e etc... Hoje vou falar sobre os Quasares. Começemos então... Quasares ou objetos quase estelares, são objetos de extrema luminosidade, alguns chegam a ser 1 trilhão de vezes mais brilhantes que o nosso humilde sol que é uma estrela anã amarela. Essas crianças são encontradas nos confins do universo, o mais próximo está a dois bilhões de anos luz daqui (19.200.000.000.000.000.000.000 KM ) embora a maioria esteja a 10 bilhões de anos-luz daqui (Se acha que vou fazer porcaria de conta de novo você está enganado). Por estarem a essas distâncias colossais não tem como saber direitinho o que é, porém acredita-se que são núcleos galáticos ativados por buracos negros supermaciços que absorvem gás e poeira da galáxia liberando no processo energia muito superior à liberada pela fusão nuclear. Um quasar pode gerar mais energia do que 100 galáxias juntas.

História:

No ano de 1990, Edwin Ernest Salpeter eYakov Borisovich Zel'dovich lançaram a teoria de que os quasares não são na verdade galáxias ativas e apenas objetos associados a galáxias ativas. Embora esta teoria seja a mais aceita, já foram encontrados quasares dispersos, isto é, sem galáxias próximas - sugerindo que a relação entre os quasares e as galáxias não seja obrigatória e que os quasares e as galáxias não sejam um único objeto.

Aparência:

Aparentemente os quasares são semelhantes às estrelas, mas a sua estrutura real é semelhante à de uma galáxia ativa e sua massa é ligeiramente maior do que a de qualquer outro corpo celeste já catalogado.

Os quasares são fortes emissores de ondas de rádio e colossais emissores de luz. Tais características combinadas indicam que os quasares possuem grande quantidade de partículas de altíssima energia. Outro aspecto interessante é que muitos quasares liberam imensos jatos de partículas radioativas. O quasar 3C2173 é o quasar mais brilhante já observado, estando a aproximadamente dois bilhões de anos-luz.

A maioria dos quasares já observados possuem um forte desvio para o vermelho no espectro indicando que estão se movimentando muito rapidamente (Já falei disso na minha postagem sobre exoplanetas), provavelmente a uma velocidade superior a 50 mil km/s, o que, pela constante de Hubble, leva a entender que estão muito distantes. Outra conclusão devida é que se formam num período muito recente da considerada formação do universo.

O que pega é que um ano luz é quanto a luz percorre em um ano. Se o quasar está a 10 bilhões de anos-luz daqui então quer dizer que nós o vemos como ele era a 10 bilhões de anos atrás, ou seja quando a luz dele chega aqui, pois sem luz não o vemos e é nela que está contido as informações do quasar. Se o universo tem 13.7 bilhões de anos quer dizer que a maioria dos quasares são observados quando o universo tinha 3,7 bilhões de anos. A esperança pra descubrir mais sobre essas crianças cósmicas é estudar esse que está a 2 bilhões de anos luz daqui.

Problemas com a teoria:

Mas há um problema grave na teoria a respeito dos quasares: por que não se formam quasares mais perto da Terra? Poderia haver quasares bem mais próximos. Uma das explicações aceitas é a de que só haveriam galáxias ativas no início da formação do universo, porque elas eram novas e ainda havia matéria próxima aos seus buracos negros para alimentá-los. No decorrer de sua existência, essa matéria de acréscimo para buracos negros acabou parando de alimentar o sistema que gera a energia colossal. Mas ainda fica a dúvida, pois novas galáxias estão sempre se formando pelo encontro e consequente junção de galáxias menores, e isso deveria reacender o sistema fornecedor de energia dos quasares.


Detalhes da imagem: O quasar 3c2173, o mais brilhante quasar já catalogado. Reparem que provavelmente essas estrelas em volta estão bem mais perto que ele e ele é bem mais brilhante


Obrigado pela atençao!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Os Temidos BURACOS NEGROS


Bem, acho que todo mundo já ouviu falar dos buracos negros, seja por filme de ficção científica, livros, TV ou até mesmo cartinhas de Yu-Gi-Oh!. Enfim, todo o terror que se põe neles é digno, pois são estruturas colossais famintas em constante frênesi destruindo tudo que se vê ao redor. Provavelmente quem não entende de astronomia ou se quer de física vai ser difícil imaginar isso mas qualquer coisa é só dá um toque.
Comecemos então... Provavelmente todo mundo já ouviu falar de Albert Einstein e a famosa Teoria da Relatividade onde diz que tudo é relativo, mas não é tão simples como parece. Einstein dizia que tempo e espaço estavam interligados (Afinal o nosso magnífico universo é formado por três componentes: Matéria, tempo e espaço ) como uma colcha, onde as linhas verticais são o espaço e as horizontais são o tempo a junção das duas formam um sistema (Nesse caso a colcha). Outro ponto é que a massa distorce o espaço-tempo, ou seja objetos muito maciços distorcem o espaço e o tempo estrelas são um bom exemplo disso, quanto mais massa o corpo celeste tiver mais força gravitacional ele vai gerar.
Vamos pra prática agora, imaginem 4 pedaços de madeira infrincados na terra e um lençol amarrado nas 4 pontas de forma que ele fique perfeitamente reto. Se eu coloco uma esfera de 1 KG na superfície desse lençol ele irá distorcer a superfície do lençol. Agora, se eu pego uma bolinha e arremesso, ela ficará presa nessa distorção do lençol. Se eu pego uma outra bolinha e a arremesso com mais força ela passará pela perturbação, subir e continuar seu movimento. É mais ou menos assim que funciona a gravidade. O lençol seria o espaço-tempo, a bola maior seria uma estrela bem maciça, a bola menor, arremessada com menos força seria um cometa qualquer e a bola menor arremessada com mais força seria a luz. Funciona assim: A estrela tem muita massa, logo tem muita gravidade e distorçe o espaço-tempo, o cometa não tem velocidade suficiente pra sair dessa distorção e fica preso a ela e a luz é tão rápida que ela consegue passar por essa distorção desviar da estrela e continuar seu trajeto antigo. Agora vamos pensar numa situação diferente. Uma estrela bem maciça explodiu, lançou suas camadas mais externas pra fora e ficou seu núcleo, se ela é bem maciça ela tem muita gravidade, porém seu núcleo não aguenta a sua própria força gravitacional que o esmaga formando um buraco negro. Esse região que estaria o buraco negro teria uma força gravitacional tão alta e distorceria o espaço-tempo de tamanhas proporõçes que NADA escaparia dele (Lembrem da curva do lençol).
Quem já estudou a luz sabe que nós só podemos enxergar devido à luz. A luz do Sol tem todas as cores, mas por exemplo o Transcol só é amarelo porque ele absorve todas as cores (Verde, azul, vermelho...) e reflete o amarelo. Na astrofísica existe algo chamado velocidade de escape. Tudo que tiver velocidade maior que a velocidade de escape do corpo consegue escapar dele. A luz tem velocidade maior que a velocidade de escape de todos os corpos celestes menos a velocidade de escape do buraco negro(Essa velocidade de escape é quão rápido a bolinha tem que ser pra sair da curva do lençol por exemplo). Como a luz entra no buraco negro e não é refletida, logo, concluí-se que NÃO TEM COMO VER O BURACO NEGRO. Ele é como o vento, não podemos vê-lo mas podemos senti-lo. Nós o sentimos interagindo com corpos celeste além disso ele emite raios-x que são captados pelo telescóppio Chandra X-Ray.

http://fma.if.usp.br/convite/ConvitesHTML/todososconvites/2006-03-08.html

Estrutura:
É até estranho olhar essa imagem aí de cima. Reparem: A parte azul girando é chamado de disco de acresção, é um fenômeno que acontece quando o buraco negro está sugando matéria. Bem no centro fica o horizonte de eventos onde toda a matéria é comprimida a um PONTO ZERO (Chamado pelos físicos de singularidade que é uma fração de átomo.) Logo ao lado do centro tem uma borda branca que é onde se emite raios X ( Que é detectado pelos telescópios, principalmente pelo Chandra X-Ray). Os jatos que saem na horizontal são chamados de "Jatos de Matéria", a alta rotação do disco de acresção somada a intensa gravidade cria esse fenômeno próximo ao horizonte de eventos.

É bem estranho de se imaginar muita matéria concentrada num ponto zero, mas pensem bem o universo inteiro estava comprimido num ponto talvez até menor.

Outro ponto importante é que existem dois tipos de buracos negros, o interestelares e os supermaciços. Já falei dos interestelares aqui eles tem em média 4 a 30 vezes a massa do Sol. Quando as estrelas colapsam e viram um buraco negro sua primeira refeição é ela mesma. Além disso estrelas isoladas como o Sol são excessões são uma em bilhões, LITERALMENTE. Ou seja a maioriadas estrelas estão em sistemas binários (Duas estrelas) Ou em sistemas múltiplos (Três ou mais), uma estrela maciça "morre" e se alimenta de muitas, mas muitas estrelas mesmo e ficam estruturas colossais. Já o outro tipo de buracos negros que são os Buracos negros supermaciços. Literalmente só Deus sabe como eles surgiram, mas eles tem milhões de vezes a massa do Sol, alguns tem até bilhões. Estima-se que no centro de todas as galáxias exista um buraco negro supermaciço assim como na nossa também tem. Esse no centro da Via Láctea tem 4 milhões (Ou são bilhões, não me lembro) de vezes a massa do Sol.
Bem povo é isso. Esse post custou muito do meu tempo e mesmo assim acho que não expliquei direito, qualquer dúvida só me contatar




Detalhes da imagem: Buraco negro sugando uma estrela do seu antigo sistema binário, vejam como a matéria passa pelo disco de acresção.

OBS: QUem quiser tenho três documentários de pouco mais de 40 minutos sobre buracos negros...

Obrigado pela atenção!!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não é para qualquer país


É o que eu sempre digo, Deus não dá asa a cobra. A partir dessa matéria vocês vão ver que o Brasil não aproveita suas oportunidades, o Brasil tinha tudo pra ser um país dep primeiro mundo, se der mole até o mais sinistro. Agora pensem comigo, quando o Brasil quer crescer vem uns malditos e querem impedir o crescimento da nossa pátria. O que eles vão fazer com tanta terra ? Vão plantar batata, só se for (Eu confesso que a piada não foi muito boa). Depois a galera ainda reclama que o país não de desenvolve. Que esses malditos morram e deixem o país se desenvolver.

Nós, brasileiros, temos uma base espacial única. Sabem por quê? Porque fica a 2 graus ao sul da linha do Equador. Quer dizer, a 2 graus da inclinação máxima da Terra. Na prática, isso significa um impulso extra para o lançamento de foguetes transportadores de satélites. Ou se preferirem, uma baita economia de combustível: 30%. Sim. O Brasil tem a melhor base de lançamento espacial do planeta!

A base fica na península de Alcântara, no Maranhão, de frente para o mar. Ah, os satélites atuam nas comunicações, previsões meteorológicas, nos reconhecimentos geofísicos, ambientais etc. Hoje em dia são indispensáveis à segurança nacional, ao controle de tráfego aéreo, à navegação, às pesquisas climáticas, à agricultura. Previnem catástrofes.

Porém, Alcântara também tem sua história. É famosa pelo que restou dos seus seculares casarões aristocráticos no centro da cidade. Conhecida por seu entorno de manguezais, igarapés e praias desertas onde se espalham as comunidades de quilombolas, que sobrevivem da lavoura de subsistência e da venda de artesanato aos turistas. São cerca de 15 mil, descendentes de ex-escravos que ocuparam fazendas abandonadas por seus proprietários. Incontestável. E ainda há a festa do Divino Espírito Santo. Com a alvorada das caixeiras, as bandeireiras...

E o que essas pessoas têm a ver com a base de lançamento de foguetes? Tudo. Há 26 anos entraram numa briga judicial por território com a Agência Espacial Brasileira (AEB). Em dezembro do ano passado, O INCRA reconheceu que 78,1 mil hectares (53% do município de Alcântara) pertencem a elas por direito de posse. Venceram.

A AEB perdeu. Ficou apenas com 9,1 mil hectares, dos 14 mil pretendidos para seus projetos. Mais duas instalações de lançamento no norte da península, um porto, hospitais, escolas, restaurantes, hotéis... Construções que ampliariam a pequena infraestrutura local. Haveria até um convênio com o Ministério do Trabalho a fim de capacitar e priorizar os quilombolas como mão-de-obra.

Inconformado com a derrota, o ministro da Defesa Nelson Jobim recorreu à Advocacia Geral da União pedindo revisão da demarcação da área pelo INCRA. A questão está sujeita agora ao Supremo Tribunal Federal. Como tudo chegou a esse ponto?

Bem, para se ter uma pequena idéia, a ONG Justiça Global denunciou, anos atrás, à Comissão de Direitos Humanos da OEA, em Washington, que as comunidades quilombolas estavam sendo vítimas de discriminação racial coletiva. Referia-se a direitos desrespeitados desde a criação do Centro de Lançamento Aeroespacial em Alcântara, em1983; naquela época, centenas de famílias foram transferidas de suas terras para agrovilas. Depois foi a vez do Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos, outra ONG internacional, assessorar representantes dos quilombolas para o detalhamento de mais violações de direitos à Organização Internacional do Trabalho, em Genebra.

A fiada de direitos e trapalhadas é imensa. A Alcântara Cyclone Space, binacional pública Brasil-Ucrânia, dificilmente conseguirá cumprir o tratado de colocar em órbita seu primeiro foguete, o Cyclone-4, com lançamento previsto para julho de 2010. Além do prejuízo, o vexame. Respeitosamente: no final das contas, custa tanto aos quilombolas ceder 5 mil hectares?


Detalhes da imagem: Num tinha nada pra pôr, então coloquei a foto da tia quem escreveu o Artigo, Ateneia Feijó que além de jornalista é escritora.Trabalhou nos principais jornais e revistas do país - entre eles a extinta Manchete, o Jornal do Brasil e o Correio Braziliense


Obrigado pela atenção!!!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Opalas em Marte relevam que planeta teve água por muito tempo


As evidências estão cada vez mais claras, as provas estão cada vez mais iminentes que existiu água em Marte em algum momento dos seus 4,5 bilhões de anos. essa matéria pra mim já é mais do que suficiente, claro, sem juntar as outras não faz sentido, mesmo eu não sendo astrobiólogo qualquer um sabe que onde há água há vida como conhecemos. Eu penso assim se arrumar-mos uma bactéria em Marte que dá pra combater o câncer ou alguma doença fazendo algum remédio ? Aí sim os ignorantes vão deixar de ignorar a astronomia. Aí vai a matéria:

A sonda espacial MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), da NASA, descobriu uma nova categoria de minerais que não se sabia existirem em Marte. O mineral, equivalente à opala terrestre, é constituído por sílica hidratada, o que sugere que a água estava presente na superfície de Marte muito antes do que os cientistas calculavam.

Minerais hidratados

A denominação sílica hidratada indica que o mineral contém água em sua constituição química, sendo uma pista importante sobre quando e onde a água livre e superficial esteve presente em Marte.

"Esta é uma descoberta animadora porque ela estende a escala de tempo para a água líquida em Marte, e os locais onde ela pode ter dado suporte à vida," afirmou Scott Murchie, responsável pela operação do aparelho que detectou a opala marciana, chamado espectrômetro de imageamento.

Opalas em Marte

Até hoje, apenas dois grupos de minerais hidratados haviam sido detectados em Marte, o filossilicatos e os sulfatos hidratados. Os filossilicatos, uma espécie de argila, formaram-se há 3,5 bilhões de anos quando as rochas ígneas entraram em contato direto com a água. Nas centenas de milhões de anos seguintes formaram-se os sulfatos hidratados, a partir da evaporação de águas salgadas e eventualmente ácidas.

A opala de Marte, que agora foi descoberta, é o tipo de mineral hidratado de formação mais recente entre os três já descobertos. Elas se formaram quando a água líquida alterou materiais criados pela atividade vulcânica ou pelo impacto de meteoritos sobre a superfície de Marte.

Em alguns locais, a sílica opalina descoberta pela sonda MRO apresenta-se em conjunto com minerais à base de sulfato de ferro, no interior ou ao lado de canais secos, que se acredita terem sido leitos de rios no passado. Isto indica que a água permaneceu sobre a superfície de Marte por um período muito longo.


Detalhes da imagem:Essas devem ser as opalas de Marte ou a região onde elas estão. Desculpe se a qualidade não está tão boa


Obrigado pela atenção!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Nasa adia lançamento de novo jipe marciano para 2011


Esse vôo estava marcado pra esse ano mas acabou sendo adiado, vejam a matéria: A Nasa decidiu adiar em dois anos o lançamento do próximo jipe destinado a explorar o solo marciano. A missão do Mars Science Laboratory ("laboratório de ciência de Marte", em português) estava agendada para 2009, mas agora só poderá voar em 2011. A decisão, que custará mais 400 milhões de dólares aos cofres da agência espacial americana, foi comunicada em entrevista coletiva conduzida na tarde desta quinta-feira (4) no quartel-general da Nasa, em Washington.

O problema que levou ao adiamento é uma dificuldade para fazer funcionar os motores do jipe, que terá a difícil missão de confirmar se Marte pode ter sido no passado, ou mesmo hoje, capaz de abrigar formas de vida. É a missão mais complicada já concebida para o estudo do planeta vermelho.

"A despeito do atraso, o trabalho com o MSL está progredindo bem, exceto pelo problema dos motores", disse Michael Griffin, administrador da Nasa. "Por isso, decidimos que era melhor adiar, porque consideramos que o risco era grande demais para uma missão capitânia."

O adiamento poderia ter sido de apenas alguns meses, não fosse o problema da dinâmica orbital. Para lançar uma espaçonave até Marte, é preciso esperar que os planetas -- Terra e Marte -- se alinhem, de forma a reduzir o tempo de vôo e permitir a viagem. "Essas oportunidades vêm a cada 26 meses, e é por isso que teremos de esperar até 2011."

Missão audaciosa

Com muitos sistemas de análise de amostras, o Mars Science Laboratory é uma missão com custo superior a US$ 1 bilhão. Seus equipamentos científicos têm dez vezes mais peso do que os carregados pelos jipes Spirit e Opportunity, que trabalham no momento no planeta vermelho. Em termos do desafio que o MSL representa, basta lembrar que ele é uma missão da classe da Cassini (que passou uma décadas em planejamento antes de ser despachada para Saturno), com a diferença de que ela precisará pousar, não só voar pelo espaço.

Isso explica as dificuldades enfrentadas pela Nasa, que já teve de cortar certos aspectos da missão, por conta do aumento do custo da espaçonave, conforme os engenheiros prosseguiam em seu trabalho para montá-la.

De toda maneira, seu objetivo era ser uma espécie de "apoteose" da série bem-sucedidas de missões marcianas nos últimos anos -- a Nasa aproveitou todas as oportunidades de lançamento na última década, começando pela Mars Odyssey, em 2001, para levar pelo menos uma espaçonave até Marte. Agora, com o adiamento, 2009 passará em branco.

Detalhes da imagem:Comparação entre o novo jipe, o Mars Science Laboratory, e seu antecessor, que atualmente trabalha em Marte (Foto: Nasa)

Obrigado pela atenção!!!


Europeus revelam robôs projetados para ir a Marte em 2015


Pra todo mundo ver também que a NASA não é a única agência espacial. Matéria interessantíssimas, vejam:

Engenheiros da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) revelaram com exclusividade à BBC dois veículos robóticos que estão sendo projetados para explorar a superfície de Marte em 2015.


Os veículos ainda em fase de testes, que receberam os nomes de Bruno e Bradley, têm seis rodas e são apontados como os mais robustos e mais fáceis de manobrar de sua categoria, informou o repórter da BBC News Pallab Ghosh.


De acordo com Chris Draper, gerente do projeto ExoMars da empresa aeroespacial britânica Astrium, a idéia é que o novo veículo robótico que seja enviado a Marte chegue a lugares aonde outros nunca conseguiram ir.


"Obviamente, os robôs americanos (Spirit e Opportunity) construídos pela Nasa tiveram grande sucesso - conseguiram viajar longas distâncias e ter uma vida útil mais longa que o planejado. Mas esperamos que, com nosso 'bebê', consigamos chegar ainda mais longe", afirmou.


Cada uma das seis rodas do veículo pode ser guiada separadamente. Ele pode ainda, diante de uma ladeira íngreme ou escorregadia, se ancorar em cinco das seis 'pernas' e avançar uma por uma, para superar obstáculos.

Foto: BBC
Robôs querem repetir o sucesso dos americanos Spirit e Opportunity (Foto: BBC)

Navegação inteligente

Além disso, os protótipos possuem um sistema de navegação inteligente que lhes permite planejar sua própria rota - um mecanismo que pode se revelar crucial quando a máquina estiver se aproximando de uma situação perigosa, como um precipício.

Por causa da distância entre os dois planetas, uma ordem emitida da Terra pode levar até 20 minutos para chegar a Marte, o que impossibilita o envio de comandos instantâneos para mudar a direção do robô.


A ExoMars tem como missão principal procurar sinais de vida passada ou presente em Marte. Para tanto, terá de chegar a lugares que oferecem mais condição de vida e recolher material a até dois metros de profundidade no solo. As amostras serão analisadas por um laboratório a bordo.

Dotado da maior variedade de instrumentos científicos já transportada a Marte, o robô poderá submeter o material a um grande número de testes se houver indicação da existência de organismos.

Detalhes da imagem:Veículo que será usado em Marte pela Agência Espacial Européia (Foto: BBC)

Obrigado pela atenção!!!

Sonda Phoenix detecta neve caindo de nuvens marcianas


É por essas e outras que Marte é um dos meus planetas favoritos, se encontramos coisas desse tipo imagina o que não tem além do universo observável ? Matéria bem interessante, vejam:

A sonda Phoenix, da Nasa, que já caminha para a sua segunda extensão da missão original, fez mais descobertas. Pela primeira vez, detectou neve caindo do céu em Marte.

Experimentos da nave com amostras de solo também forneceram evidências de interação entre mineiras e água líquida no passado do planeta vermelho.

Um instrumento de laser projetado para obter informações de como a atmosfera e a superfície interagem com Marte detectou neve em nuvens a quatro quilômetros do local de pouso da espaçonave. Os dados mostram que a neve evapora antes de atingir o solo.

"Nada como isso já foi visto em Marte", disse, em nota, Jim Whiteway, da Universidade York, em Toronto, Canadá. Ele é o cientista-chefe da estação meteorológica fornecida pelos canadenses e instalada a bordo da Phoenix. "Estaremos procurando sinais de que a neve pode até atingir o solo."

Já a outra descoberta, feita pelo instrumento Tega, confirma achados feitos pelos jipes-robôs Spirit e Opportunity, de que certos terrenos em Marte tiveram interação forte com água líquida em tempos remotos.

"Nós encontramos carbonatos", diz William Boynton, da Universidade do Arizona, pesquisador que chefia a equipe do Tega. "Isso aponta para episódios de interação com água no passado."

A Phoenix, que depende de energia solar para funcionar, já está no seu quinto mês de operações em solo marciano. Os engenheiros imaginam que ela ficará sem eletricidade para funcionar antes do fim do ano.


Detalhes da imagem:Trincheira escavada pela sonda Phôenix no solo marciano

Obrigado pela atenção!!!

Marte pode ter tido água por mais tempo, diz Nasa



Cientificamente falando a nossa Mãe-Terra não aguentará muito e é aí que entra um ponto onde todo mundo acha viagem (O Termo mais apropriado) que são as colonizações planetárias. O único planeta que daria pra abrigar vida seria Marte mesmo ele sendo bem frio. Os outros nem se fala, Mercúrio e Vênus tem temperatura superficial de mais de 450ºC e nos planetas gasosos não existem lugares sólidos pra pousar-se uma nave ou algo parecido pois são esferas gigantescas envolta por nuvens gasosas, é como se os planetas gasosos só existissem céu e não tivesse terra. Quando mais descessemos maior seria a pressão e seríamos esmagados o mesmo processo que acontece com o fundo dos oceanos, por isso que é "impossível" ir pra Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Essa reportagem fala de possível água que possa ter existido em Marte, ou seja um lugar propício a se ter e abrigar vida.
Veja a matéria abaixo:

Uma sonda espacial da Nasa descobriu uma nova categoria de minerais espalhados em grandes áreas de Marte que podem sugerir a existência de água.


A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO, na sigla em inglês) descobriu provas da existência de sílica (dióxido de silício) hidratada, também conhecida como opala.


Minerais hidratados, ou que contêm água, são sinais de quando e onde existia água no planeta. Esta nova descoberta sugere que água em estado líquido permaneceu na superfície do planeta 1 bilhão de anos mais tarde do que os cientistas pensavam.


Os minerais foram descobertos com o Espectrômetro Compacto de Reconhecimento de Imagens (CRISM, na sigla em inglês), um instrumento levado pela sonda da Nasa à exploração de Marte.


O dispositivo "lê" mais de 500 cores refletidas na luz do Sol para detectar alguns minerais em particular na superfície de Marte, incluindo aqueles formados na presença de água.


"Esta é uma descoberta animadora, pois estende a escala de tempo para (a existência) de água em estado líquido em Marte e os locais onde pode ter existido vida", disse Scott Murchie, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, Maryland, Estados Unidos.


"A identificação de sílica opalina nos diz que a água pode ter existido tão recentemente como há 2 bilhões de anos atrás", acrescentou Murchie, que é o cientista-chefe da equipe do aparelho CRISM.

Dois grupos

Os detalhes das últimas descobertas da sonda da Nasa foram divulgados na revista acadêmica "Geology".


Até o momento apenas dois grandes grupos de minerais hidratados, os filossilicatos e sulfatos hidratados, foram observados por sondas que orbitam Marte. O primeiro grupo, dos filossilicatos, foi formado em torno de 3,5 bilhões de anos atrás, e o segundo, dos sulfatos hidratados, há cerca de 3 bilhões de anos.


As "sílicas opalinas" são os minerais mais novos dos três tipos de minerais hidratados descobertos em Marte.


Eles foram formados em locais onde a água em estado líquido alterou materiais criados por atividade vulcânica ou pelo impacto de meteoritos na superfície de Marte. Um destes locais é um grande sistema de canyons do planeta vermelho.


"O importante é que quanto mais tempo a água em estado líquido existiu em Marte, maior é a janela durante a qual o planeta pode ter sustentado alguma forma de vida", afirmou Ralph Milliken, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.


"Os depósitos de sílica opalina serão bons locais para explorar e avaliar o potencial de habitação em Marte, especialmente nestes terrenos mais novos", acrescentou.

Detalhes da imagem: Como não achei nada a respeito coloquei a superfície do planeta vermelho.

Obrigado pela atenção!!!